10/06/2016

HISTÓRICO DO GRUPO ESPÍRITA DE DANÇA ILUMINAR

Algo dentro e fora de nós, sempre nos sinalizou, indicou a dança como uma forma linda e eficiente de tocar corações, uma forma diferente de sensibilizar. Começamos então a vibrar cada vez mais em torno dessa ideia.    Mas como implantar um trabalho já que as meninas envolvidas eram apenas crianças e nós não possuíamos nenhum conhecimento nessa área e nunca havíamos vivenciado a oportunidade de dançar?    Preces e rogativas então foram elevadas ao Alto. Caso fosse realmente da vontade de Jesus que aquele trabalho se realizasse, que as coisas se encaminhassem … A resposta não tardou, pois alguém muito especial e com grande conhecimento doutrinário, evangélico e no campo da dança nos foi enviado. Teve a oportunidade de assistir à uma singela apresentação das crianças e a partir de então começou a nos ajudar, dando início assim, em Setembro de 2008  o  GRUPO ESPÍRITA DE DANÇA ILUMINAR, que vem promovendo significativas reformas nos corações de quem dança e iluminando também os corações de quem assiste suas apresentações.



  

Cláudia Quaresma  (integrante do grupo) - 2009

http://grupoespiritadedancailuminar.blogspot.com.br/

09/06/2016

FOFOCA = OBSERVAÇÃO DE RICHARD SIMONETTI

Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade. Mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. Mais insidiosa do que uma epidemia, na forma de boato - eu "ouvi dizer" alastra-se como rastilho de pólvora. (...) Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente. É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia. (...) A maledicência tem sua origem, sem dúvida, no atraso moral da criatura humana.
Intelectualmente, a Humanidade atingiu culminâncias. Chegamos à Lua, desintegramos o átomo. Moralmente, entretanto, somos subdesenvolvidos, quase tão agressivos e inconsequentes como os habitantes das cavernas, e, se o verniz de civilidade nos impede de usar a clava, usamos a língua, atendendo a propósitos de autoafirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras em vidraças alheias.
(...) Jesus adverte que o maldizente fatalmente será vítima da maledicência, quer porque onde estiver criará ambiente propício à disseminação de seu veneno, quer porque a Vida o situará, inelutavelmente, numa posição que o sujeitará a críticas e comentários desairosos, a fim de que aprenda a respeitar o próximo.
Deixando bem claro que a ninguém compete o direito de julgar, o Mestre recomenda que, antes de procurarmos ciscos no olho de nosso irmão, tratemos de remover a lasca de madeira que repousa, tranquila, no nosso.


"Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... - ajuntou o sábio, prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos? - perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto aquilo que me pretendes comunicar?
- Bem - ponderou o interlocutor -, assegurar, mesmo, não posso... Mas, ouvi dizer e...então...
- Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não ... Muito pelo contrário...
- Ah! - tornou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... - aduziu o visitante ainda mais agitado. - útil não é...
- Bem - rematou o filósofo num sorriso -, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem qualquer edificação para nós. . . "

(Cida)
Fonte da imagem: http://leodiassis.tumblr.com/post/135828835559

02/06/2016

Oração feita pelo Gúbio, no livro Libertação – André Luiz


–  “Senhor Jesus! Nosso Divino Amigo...
 Há sempre quem peça pelos perseguidos, mas raros se lembram de auxiliar os perseguidores!
 Em toda parte, ouvimos rogativas em benefício dos que obedecem, entretanto, é difícil surpreendermos uma súplica em favor dos que administram.
 Há muitos que rogam pelos fracos para que sejam, a tempo, socorridos; no entanto, raríssimos corações imploram concurso divino para os fortes, a fim de que sejam bem conduzidos.
 Senhor, tua justiça não falha.
 Conheces aquele que fere e aquele que é ferido.
 Não julgas pelo padrão de nossos desejos caprichosos, porque o teu amor é perfeito e infinito...
 Nunca te inclinaste tão somente para os cegos, doentes e desalentados da sorte, porque amparas, na hora justa, os que causam a cegueira, a enfermidade e o desânimo...
  Se salvas, em verdade, as vítimas do mal, buscas, igualmente, os pecadores, os infiéis e os injustos.
 Não menoscabaste a jactância dos doutores e conversaste amorosamente com eles no templo de Jerusalém.
 Não condenaste os afortunados e, sim, abençoaste-lhes as obras úteis.
 Em casa de Simão, o fariseu orgulhoso, não desprezaste a mulher transviada, ajudaste-a com fraternas mãos.
 Não desamparaste os malfeitores, aceitaste a companhia de dois ladrões, no dia da cruz.
 Se Tu, Mestre, o Mensageiro imaculado, assim procedeste na Terra, quem somos nós, Espíritos endividados, para amaldiçoarmo-nos, uns aos outros?
 Acende em nós a claridade dum entendimento novo! Auxilia-nos a interpretar as dores do próximo por nossas próprias dores.
 Quando atormentados, faze-nos sentir as dificuldades daqueles que nos atormentam para que saibamos vencer os obstáculos em teu nome.
 Misericordioso amigo, não nos deixe, sem rumo, relegados à limitação dos nossos próprios sentimentos...
 Acrescenta-nos a fé vacilante, descortina-nos as raízes comuns da vida, a fim de compreendermos, finalmente, que somos irmãos uns dos outros.
 Ensina-nos que não existe outra lei, fora do sacrifício, que nos possa facultar o anelado crescimento para os mundos divinos.
 Impele-nos à compreensão do drama redentor a que nos achamos vinculados.
  Ajuda-nos a converter o ódio em amor, porque não sabemos, em nossa condição de inferioridade, senão transformar o amor em ódio, quando os teus desígnios se modificam, a nosso respeito.
 Temos o coração chagado e os pés feridos na longa marcha, através das incompreensões que nos são próprias, e nossa mente, por isto, aspira ao clima da verdadeira paz, com a mesma aflição por que o viajor extenuado no deserto anseia por água pura.
 Senhor, infunde-nos o dom de nos ampararmos mutuamente.
Beneficiaste os que não creram em Ti, protegeste os que te não compreenderam, ressurgiste para os discípulos que te fugiram, legaste o tesouro do conhecimento divino aos que te crucificaram e esqueceram...
 Por que razão, nós outros, míseros vermes do lodo ante uma estrela celeste, quando comparados contigo, recearíamos estender dadivosas mãos aos que nos não entendem ainda?...
– É para eles, Senhor, para os que repousam aqui em densas sombras, que te suplicamos a bênção!
Desata-os, Mestre da caridade e da compaixão, liberta-os para que se equilibrem e se reconheçam...
Ajuda-os a se aprimorarem nas emoções do amor santificante, olvidando as paixões inferiores para sempre.
Possam eles sentir-te o desvelado carinho, porque também te amam e te buscam, inconscientemente, embora permaneçam supliciados no vale fundo de sentimentos escuros e degradantes.”

(Cida)

20/05/2016

Prefácio



Meus caros filhos. Venho falar-vos do trabalho
em que agora colaborais com o nosso amigo desencarnado,
no sentido de esclarecer as origens remotas
da formação da Pátria do Evangelho a que
tantas vezes nos referimos em nossos diversos comunicados.
O nosso irmão Humberto tem, nesse
assunto, largo campo de trabalho a percorrer, com
as suas facilidades de expressão e com o espírito
de simpatia de que dispõe, como escritor, em face
da mentalidade geral do Brasil.
Os dados que ele fornece nestas páginas foram
recolhidos nas tradições do mundo espiritual, onde
falanges desveladas e amigas se reúnem constantemente
para os grandes sacrifícios em prol da humanidade
sofredora. Este trabalho se destina a explicar
a missão da terra brasileira no mundo moderno.
Humboldt, visitando o vale extenso do Amazonas,
exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro
do mundo. O grande cientista asseverou uma grande
verdade: precisamos, porém, desdobrá-la, estendendo-a
do seu sentido econômico à sua significação
espiritual. O Brasil não está somente destinado a
suprir as necessidades materiais dos povos mais
pobres do planeta, mas, também, a facultar ao
mundo inteiro uma expressão consoladora de crença
e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades
espirituais do orbe inteiro. Nestes tempos de
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confusionismo amargo, consideramos de utilidade
um trabalho desta natureza e, com a permissão dos
nossos maiores dos planos elevados, empreendemos
mais esta obra humilde, agradecendo a vossa desinteressada
e espontânea colaboração. Nossa tarefa
visa a esclarecer o ambiente geral do país, argamassando
as suas tradições de fraternidade com o cimento
das verdades puras, porque, se a Grécia e a
Roma da antigüidade tiveram a sua hora, como
elementos primordiais das origens de toda a civilização
do Ocidente; se o império português e o espanhol
se alastraram quase por todo o planeta; se a
França, se a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente
nos tempos que assinalam as etapas evolutivas
do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento,
no relógio que marca os dias da evolução da
humanidade.
Se outros povos atestaram o progresso, pelas
expressões materializadas e transitórias, o Brasil
terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando
a fonte de um pensamento novo, sem as
ideologias de separatividade, e inundando todos os
campos das atividades humanas com uma nova luz.
Eis, em síntese, o porquê da nossa atuação, nesse
sentido. O nosso irmão encontra mais facilidade para
vazar o seu pensamento em soledade com o médium,
como se ainda se encontrasse no seu escritório solitário;
daí a razão por que as páginas em apreço
foram produzidas de molde a se aproveitarem as
oportunidades do momento. Peçamos a Deus que
inspire os homens públicos, atualmente no leme da
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Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que
se verifica a inversão de quase todos os valores
morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles
colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos
deveres. E a vós, meus filhos, que Deus vos fortaleça
e abençoe, sustentando-vos nas lutas depuradoras
da vida material.

EMMANUEL

Sugerido por Cida.

10/05/2016

O mandamento Maior de Jesus

Ame sem medo hoje, agora e sempre, traga as experiências do passado nas sutilezas do amor ainda mais solido e eterno não mais praticando os equívocos e pecados que desequilibra a harmonia do bem estar e da paz tão desejada. Bezerra de Menezes 09/05/2016

Amor, caridade, benevolência, indulgência, caminhos que nos levam ao caminho reto.

Em todo o Evangelho de Deus, trazidos até nós pelo nosso Mestre Jesus, o maior ensinamento é sobre o Amor.

Uma das inúmeras passagens do Evangelho:
...Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar:
— Mestre, qual o grande mandamento da lei?
Jesus lhe respondeu:
— Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. — Esse o maior e o primeiro mandamento. — E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. — Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40)

Percebemos então, a grandeza dos ensinamentos sobre o Amor. É dos atos mais belos que temos como dever a cumprir. É também dos mais difíceis levando em conta que o amor ao próximo é resposta imediata ao sentimento por Deus.
Assim, não podemos esquecer jamais, de vigiar nossos atos para com os outros e a nós mesmos. Pois amar a Deus de todo nosso coração, requer amor próprio, e amor ao próximo.

... O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejamos nos fosse feito.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom, procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. Questão 886 do Livro dos Espíritos.

Na carta de Paulo aos Coríntios, ele nos mostra a necessidade da caridade:

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os ministérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E quando houvesse distribuído meus bens para alimentar aos pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, tudo isso de nada serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade. Paulo, 1ª Carta aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.

Podemos pensar que, se ao aproximarmos para fazermos a caridade, estamos amando o beneficiário e amando, a caridade se torna mais fácil de realizar.

Amar não é tudo ceder, mas amar é a todos proteger dos males e perigos e de si próprio. Amar é completar o vazio; amar é enxugar lagrimas; amar é compartilhar dores e alegrias; amar é orar; amar é perdoar; amar é unir forças; amar é apaixonar; amar é unir-se ao matrimônio e proliferar herdeiros para o mundo; amar é compreender; amar é dedicar-se ao laborar do progresso; amar é ser grato; amar é a historia sem fim narrada nas mais fascinantes oportunidades divinas inclusive do próprio existir.