20/04/2016

A Espiritualidade dos Animais

Abordar este tema é o retrato do constante processo evolutivo da humanidade, pois, como é possível ver em A Gênese, Esboço Genealógico da Terra, item 32: “O orgulho levou o homem a dizer que todos os animais foram criados por sua causa e para satisfação de suas necessidades. Mas, qual o número dos que lhe servem diretamente, dos que lhe foi possível submeter, comparado ao número incalculável daqueles com os quais nunca teve ele, nem nunca terá quaisquer relações?(...) Entretanto, tinham todos a sua razão de ser, a sua utilidade. Deus decerto, não os criou por simples capricho da sua vontade, para dar a si mesmo, em seguida, o prazer de os aniquilar, pois que todos tinham vida, instintos, sensação de dor e bem estar. Com que fim ele o fez? Com um fim que há de ter sido soberanamente sábio, embora ainda não o compreendamos. Certamente, um dia será dado ao homem conhecê-lo, para a confusão de seu orgulho (...)”.
E como a humanidade está começando a galgar novos conhecimentos, faz-se importante destacar dúvidas simples que ainda o homem se faz, mas que a literatura espírita apresenta. Vejamos:
1) Os animais tem alma?
Questão 597 do Livro dos Espíritos (LE) – Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da matéria? –“Há e que sobrevive ao corpo”. a) Será este princípio uma alma semelhante à do homem? – “É também uma alma (...), porém inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus”.
Emmanuel, na obra que leva seu nome, no capítulo Sobre os animais, complementa: “O homem está para o animal apenas como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais” e “(...) São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer”.
2) Por que os animais sofrem?
O médium Marcel Benedeti, no programa de TV Transição, nos explica que “o sofrimento dos animais serve para sua evolução e aprendizado, mas somente é lícito aquele sofrimento que vem de Deus, não aquele causado pelo homem, pois como nos ensinou Jesus – é necessário que viesse o escândalo, mas aí daquele por quem vier”. A questão 602 do LE complementa esta abordagem onde Kardec pergunta – Os animais progridem como o homem por sua própria vontade ou pela força das coisas? – “Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação”. E ainda, no livro O Mistério do Ser ante a Dor e a Morte, Herculano Pires registra: “Sofrem porque evoluem e porque toda evolução, consciente ou inconscientemente é sempre acompanhada de dores do parto que anunciam as transações evolutivas para planos superiores... A dor apresenta-se em todo o cosmos, como decorrência natural dos processos evolutivos. É uma conseqüência dos esforços despendidos pelas coisas e os seres, em luta com os obstáculos internos e externos com que todos nós e todas as coisas e seres se deparam nos caminhos da evolução universal”.
3) Os animais no plano espiritual.
Questão 600 do LE– Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade como a do homem? – “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. Dê idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte é classificado pelos Espíritos a quem incumbe esta tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas”.Justificando a necessidade da reencarnação, que lhes fornecerá o aprendizado necessário.
4) O papel do ser humano no desenvolvimento espiritual dos animais.
“Sendo filhos do mesmo pai são objetos de uma igual solicitude, que não há nenhum mais favorecido, ou melhor, dotado que outros...” (A Gênese – Cap. X – perg.3).
Enfatizando a importância do ser humano na evolução dos animais, Emmanuel diz em livro já citado neste texto: “Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao círculo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida”.
Estas questões abordadas neste texto são apenas o início do estudo sobre os nossos irmãos, animais. Outras tantas discussões envolvem este assunto, como: a mediunidade dos animais, o tratamento espiritual em animais, a alimentação vegetariana, etc. Podemos encontrar nas obras básicas da doutrina explicações sobre o assunto. Cabe a cada um ler, interpretar, avaliar, orar e vigiar para ampliar seu entendimento sobre seu papel no Universo.

Escrito por Andréa de L. Rodrigues Alves Pereira

(Fontes: http://www.acaminhodedeus.org/index.php?option=com_content&view=article&id=138 )

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