20/05/2016

Prefácio



Meus caros filhos. Venho falar-vos do trabalho
em que agora colaborais com o nosso amigo desencarnado,
no sentido de esclarecer as origens remotas
da formação da Pátria do Evangelho a que
tantas vezes nos referimos em nossos diversos comunicados.
O nosso irmão Humberto tem, nesse
assunto, largo campo de trabalho a percorrer, com
as suas facilidades de expressão e com o espírito
de simpatia de que dispõe, como escritor, em face
da mentalidade geral do Brasil.
Os dados que ele fornece nestas páginas foram
recolhidos nas tradições do mundo espiritual, onde
falanges desveladas e amigas se reúnem constantemente
para os grandes sacrifícios em prol da humanidade
sofredora. Este trabalho se destina a explicar
a missão da terra brasileira no mundo moderno.
Humboldt, visitando o vale extenso do Amazonas,
exclamou, extasiado, que ali se encontrava o celeiro
do mundo. O grande cientista asseverou uma grande
verdade: precisamos, porém, desdobrá-la, estendendo-a
do seu sentido econômico à sua significação
espiritual. O Brasil não está somente destinado a
suprir as necessidades materiais dos povos mais
pobres do planeta, mas, também, a facultar ao
mundo inteiro uma expressão consoladora de crença
e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades
espirituais do orbe inteiro. Nestes tempos de
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confusionismo amargo, consideramos de utilidade
um trabalho desta natureza e, com a permissão dos
nossos maiores dos planos elevados, empreendemos
mais esta obra humilde, agradecendo a vossa desinteressada
e espontânea colaboração. Nossa tarefa
visa a esclarecer o ambiente geral do país, argamassando
as suas tradições de fraternidade com o cimento
das verdades puras, porque, se a Grécia e a
Roma da antigüidade tiveram a sua hora, como
elementos primordiais das origens de toda a civilização
do Ocidente; se o império português e o espanhol
se alastraram quase por todo o planeta; se a
França, se a Inglaterra têm tido a sua hora proeminente
nos tempos que assinalam as etapas evolutivas
do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento,
no relógio que marca os dias da evolução da
humanidade.
Se outros povos atestaram o progresso, pelas
expressões materializadas e transitórias, o Brasil
terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando
a fonte de um pensamento novo, sem as
ideologias de separatividade, e inundando todos os
campos das atividades humanas com uma nova luz.
Eis, em síntese, o porquê da nossa atuação, nesse
sentido. O nosso irmão encontra mais facilidade para
vazar o seu pensamento em soledade com o médium,
como se ainda se encontrasse no seu escritório solitário;
daí a razão por que as páginas em apreço
foram produzidas de molde a se aproveitarem as
oportunidades do momento. Peçamos a Deus que
inspire os homens públicos, atualmente no leme da
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Pátria do Cruzeiro, e que, nesta hora amarga em que
se verifica a inversão de quase todos os valores
morais, no seio das oficinas humanas, saibam eles
colocar muito alto a magnitude dos seus precípuos
deveres. E a vós, meus filhos, que Deus vos fortaleça
e abençoe, sustentando-vos nas lutas depuradoras
da vida material.

EMMANUEL

Sugerido por Cida.

10/05/2016

O mandamento Maior de Jesus

Ame sem medo hoje, agora e sempre, traga as experiências do passado nas sutilezas do amor ainda mais solido e eterno não mais praticando os equívocos e pecados que desequilibra a harmonia do bem estar e da paz tão desejada. Bezerra de Menezes 09/05/2016

Amor, caridade, benevolência, indulgência, caminhos que nos levam ao caminho reto.

Em todo o Evangelho de Deus, trazidos até nós pelo nosso Mestre Jesus, o maior ensinamento é sobre o Amor.

Uma das inúmeras passagens do Evangelho:
...Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar:
— Mestre, qual o grande mandamento da lei?
Jesus lhe respondeu:
— Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. — Esse o maior e o primeiro mandamento. — E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. — Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40)

Percebemos então, a grandeza dos ensinamentos sobre o Amor. É dos atos mais belos que temos como dever a cumprir. É também dos mais difíceis levando em conta que o amor ao próximo é resposta imediata ao sentimento por Deus.
Assim, não podemos esquecer jamais, de vigiar nossos atos para com os outros e a nós mesmos. Pois amar a Deus de todo nosso coração, requer amor próprio, e amor ao próximo.

... O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejamos nos fosse feito.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom, procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. Questão 886 do Livro dos Espíritos.

Na carta de Paulo aos Coríntios, ele nos mostra a necessidade da caridade:

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os ministérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E quando houvesse distribuído meus bens para alimentar aos pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, tudo isso de nada serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade. Paulo, 1ª Carta aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.

Podemos pensar que, se ao aproximarmos para fazermos a caridade, estamos amando o beneficiário e amando, a caridade se torna mais fácil de realizar.

Amar não é tudo ceder, mas amar é a todos proteger dos males e perigos e de si próprio. Amar é completar o vazio; amar é enxugar lagrimas; amar é compartilhar dores e alegrias; amar é orar; amar é perdoar; amar é unir forças; amar é apaixonar; amar é unir-se ao matrimônio e proliferar herdeiros para o mundo; amar é compreender; amar é dedicar-se ao laborar do progresso; amar é ser grato; amar é a historia sem fim narrada nas mais fascinantes oportunidades divinas inclusive do próprio existir.